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CULTURA

Cinema e Fascismo 2

Foto do escritor: Jorge CamposJorge Campos

Atualizado: 22 de out. de 2023



Roma, Cidade Aberta

Depois de Casablanca escolho outro filme óbvio. Roma, Cidade Aberta (1944) de Roberto Rosselini. Na imagem Don Pietro Pellegrini (Aldo Fabrizi) vai ser executado não pelo pelotão de fuzilamento, o qual deliberadamente falha o alvo, mas por um oficial nazi com um tiro na nuca. Do lado esquerdo da imagem, um padre. Com uma interpretação fabulosa da incomparável Anna Magnani, o filme começou a ser rodado na fase final da ocupação alemã de itália, andava Mussolini em fuga. Roma, Cidade Aberta é uma história da resistência ao fascismo, da aliança de uma parte da igreja com comunistas, socialistas e outros democratas. Mas vai além. Mergulha nas taras do nazismo, na degradação imposta aos seres humanos, corrompendo-os e deitando-os fora como lixo quando deixam de servir. Feito com poucos meios, num registo documental e depurado de ganga retórica o filme é uma das obras fulcrais do neo-realismo. Gloriosamente imperfeito como a condição humana.

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Ensaios, conferências, comunicações académicas, notas e artigos de opinião sobre Cultura. Sem preocupações cronológicas. Textos recentes  quando se justificar.

 

Ensaios, conferências, comunicações académicas, textos de opinião. notas e folhas de sala publicados ao longo de anos. Sem preocupações cronológicas. Textos recentes quando se justificar.

Arquivo. Princípios, descrição, reflexões e balanço da Programação de Cinema, Audiovisual e Multimédia do Porto 2001-Capital Europeia da Cultura, da qual fui o principal responsável. O lema: Pontes para o Futuro.

Estático
Iluminação Camera

Notas, textos de opinião e de reflexão sobre os media, designadamente o serviço público de televisão, publicados ao longo dos anos. Textos  de crítica da atualidade.

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Atualidade, política, artigos de opinião, textos satíricos.

Textos avulsos de teor literário nunca publicados. Recuperados de arquivos há muito esquecidos. Nunca houve intenção de os dar à estampa e, o mais das vezes, são o reflexo de estados de espírito, cumplicidades ou desafios que por diversas vias me foram feitos.

Notas pessoais sobre acontecimentos históricos. Memória. Presente. Futuro.

Imagens do Real Imaginado (IRI) do Instituto Politécnico do Porto foi o ponto de partida para o primeiro Mestrado em Fotografia e Cinema Documental criado em Portugal. Teve início em 2006. A temática foi O Mundo. Inspirado no exemplo da Odisseia nas Imagens do Porto 2001-Capital Europeia da Cultura estabeleceu numerosas parcerias, designadamente com os departamentos culturais das embaixadas francesa e alemã, festivais e diversas universidades estrangeiras. Fiz o IRI durante 10 anos contando sempre com a colaboração de excelentes colegas. Neste segmento da Programação cabe outro tipo de iniciativas, referências aos meus filmes, conferências e outras participações. Sem preocupações cronológicas. A Odisseia na Imagens, pela sua dimensão, tem uma caixa autónoma.

Todo o conteúdo © Jorge Campos

excepto o devidamente especificado.

     Criado por Isabel Campos 

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